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As mudanças não são tão rápidas como se fala

As mudanças não são tão rápidas como se fala

As mudanças não são tão rápidas como se fala

Em artigos no World Economic Fórum, Jonathan Wichmann escreve

sobre a realidade de que mudanças não são tão rápidas como se imagina

e que as bases do passado permanecem como um sólido fundamento

para se fazer modificações produtivas e mais adequadas para a  construção

de um futuro melhor.

Com base em sua experiência no mundo digital, primeiro como executivo

de uma das maiores organizações globais de logística, a Maersk, e depois

como co-criador de sua agência,  Jonathan Wichmann está escrevendo

um livro sobre o impacto das mudanças provocadas pelas novas tecnologias

nos negócios, separando o que é real do wishful thinking (pensamento do

que se deseja), do que acontece no conjunto do mercado, ou apenas em

pequenas de suas partes.

Para isso, fez longas entrevistas com três professores de alta reputação

nesse campo: Chris McKenna, da Universidade de Oxford, Geoffrey G. Jones

e Nitin Nohria, ambos da Harvard Business School.

Wichmann ressalta que apesar de variações em suas análises, os três

concordam com alguns pressupostos, como a crença, que inclusive é histórica,

de que se vive tempos de mudanças muito rápidas e profundas, mas a

realidade é que nem sempre as transformações são tão rápidas e tão

abrangentes e que existe um tempo de acomodação dessas mudanças e de

sua sedimentação no espectro mais amplo da sociedade, da economia

e dos negócios.

Esse praticado exagero sobre o impacto das mudanças constantes e imediatas

“promove a ideia de que o mundo é imprevisível. O que gera medo, nos impede

de tentar prever algo significativo sobre o futuro nos desencorajando de aprender

com o passado”.

Wichmann conclui seu artigo destacando que, como de costume, haverá mais

organizações vencedoras entre aquelas mais centradas, que evitarão os exageros,

concentrarão esforços na evolução de seu core business (negócio principal),

aproveitarão melhor os períodos de pausa e farão o jogo do longo prazo.

11 lições aprendidas sobre o futuro dos negócios baseado no estudo do passado

  1. No fundo as pessoas são as mesmas de sempre
  2. Aproveite os períodos de pausa
  3. As maiores oportunidades acontecem quando os preços caem
  4. Construa um sistema
  5. Atenda as necessidades locais
  6. Primeiro pense no horizontal, depois no vertical
  7. Tenha foco no longo prazo
  8. Mantenha o equilíbrio entre liderança e gestão
  9. Há três tipos de liderança: dos empreendedores, dos gestores e dos líderes
  10. O ganha-ganha é uma ilusão
  11. A radicalização nos negócios nunca é aconselhável

 

Baseado em Artigo do CEMP

 

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